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CAPÍTULO
V
Das
Práticas Comerciais
SEÇÃO IV
Das Práticas Abusivas
Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços,
dentre
outras práticas abusivas: (Redação dada
pela Lei nº 8.884, de
11.6.1994)
I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço
ao
fornecimento de outro produto ou serviço, bem como,
sem justa
causa, a limites quantitativos;
II - recusar atendimento às demandas dos consumidores,
na exata medida de suas disponibilidades de estoque, e, ainda,
de
conformidade com os usos e costumes;
III - enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação
prévia,
qualquer produto, ou fornecer qualquer serviço;
IV - prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor,
tendo em vista sua idade, saúde, conhecimento ou condição
social, para impingir-lhe seus produtos ou serviços;
V - exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva;
VI - executar serviços sem a prévia elaboração
de orçamento e
autorização expressa do consumidor, ressalvadas
as decorrentes de práticas anteriores entre as partes;
VII - repassar informação depreciativa, referente
a ato praticado
pelo consumidor no exercício de seus direitos;
VIII - colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou
serviço em desacordo com as normas expedidas pelos
órgãos
oficiais competentes ou, se normas específicas não
existirem, pela Associação Brasileira de Normas
Técnicas ou outra entidade
credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização
e Qualidade Industrial (Conmetro);
IX - recusar a venda de bens ou a prestação
de serviços,
diretamente a quem se disponha a adquiri-los mediante pronto
pagamento, ressalvados os casos de intermediação
regulados em
leis especiais; (Redação dada pela Lei nº
8.884, de 11.6.1994)
X - elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços.
(Inciso acrescentado pela Lei nº 8.884, de 11.6.1994)
XI - Dispositivo incorporado pela MPV nº 1.890-67, de
22.10.1999, transformado em inciso XIII, quando da converão
na Lei nº 9.870, de 23.11.1999
XII - deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua
obrigação ou deixar a fixação
de seu termo inicial a seu exclusivo
XIII - aplicar fórmula ou índice de reajuste
diverso do legal ou
contratualmente estabelecido. (Inciso acrescentado pela Lei
nº
9.870, de 23.11.1999)
Parágrafo único. Os serviços prestados
e os produtos remetidos ou entregues ao consumidor, na hipótese
prevista no inciso III,
equiparam-se às amostras grátis, inexistindo
obrigação de
pagamento.
Art. 40. O fornecedor de serviço será obrigado
a entregar ao
consumidor orçamento prévio discriminando o
valor da mão-deobra, dos materiais e equipamentos a
serem empregados, as
condições de pagamento, bem como as datas de
início e término
dos serviços.
§ 1º Salvo estipulação em contrário,
o valor orçado terá validade
pelo prazo de dez dias, contado de seu recebimento pelo
consumidor.
§ 2° Uma vez aprovado pelo consumidor, o orçamento
obriga os
contraentes e somente pode ser alterado mediante livre negociação
das partes.
§ 3° O consumidor não responde por quaisquer
ônus ou
acréscimos decorrentes da contratação
de serviços de terceiros não previstos no orçamento
prévio.
Art. 41. No caso de fornecimento de produtos ou de serviços
sujeitos ao regime de controle ou de tabelamento de preços,
os
fornecedores deverão respeitar os limites oficiais
sob pena de não o fazendo, responderem pela restituição
da quantia recebida em excesso, monetariamente atualizada,
podendo o consumidor exigir à sua escolha, o desfazimento
do negócio, sem prejuízo de outras sanções
cabíveis.
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